EDICC 12

12º Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura

ÁGUA DEMAIS: UM DOCUMENTÁRIO EXPERIMENTAL ENTRE SECOS E MOLHADOS

Samira Beatriz Petry (Graduanda em Ciências Sociais – UFRGS)

Depois da água, silêncio.

Em Porto Alegre, as enchentes de maio de 2024 não levaram apenas objetos, mancharam memórias, marcaram vidas. Este curta documental nasce do gesto de tentar limpar o que a água sujou. Realizado por estudantes de Ciências Sociais da UFRGS, o filme se constrói menos por palavras e mais por sons, gestos e silêncios. É uma experiência sensorial que acompanha o processo de resgate de imagens de arquivos pessoais, das fotografias mergulhadas nas enchentes. Entre um balde transbordante e o barulho do ar seco, o curta experimenta a poesia que há nas lacunas possíveis. 

Créditos:

Direção: Samira Petry

Produção Executiva: Samira Petry, João Lucas Goulart, Kerolen Kingeski, Gabriel Barata E Giovanna Schneider

Roteirista: Samira Petry, João Lucas Goulart, Kerolen Kingeski, Gabriel Barata

Elenco: Kerolen Kingeski

Direção De Fotografia: Samira Petry, João Lucas Goulart, Kerolen Kingeski, Gabriel Barata E Giovanna Schneider

Direção De Arte: Samira Petry, João Lucas Goulart, Kerolen Kingeski, Gabriel Barata E Giovanna Schneider

Trilha Sonora Original: João Lucas Goulart

Montagem: Gabriel Barata

Desenho De Som: João Lucas Goulart, Gabriel Barata

O projeto documental audiovisual, realizado como trabalho final da disciplina de Antropologia Visual e da Imagem do programa de graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, visa trazer à tona uma experimentação sensorial do trabalho de limpeza das imagens de arquivos pessoais afetados pelas enchentes de maio de 2023, na cidade de Porto Alegre. Assim, o curta visa expor o trabalho minucioso envolvido no resgate das imagens, bem como os dilemas éticos, os cuidados práticos de higiene e limpeza e as sensorialidades em torno de um trabalho que lida com a emoção, as memórias e as experiências das pessoas frente a uma catástrofe climática que mudou a história do estado.

Por meio de uma captação em duas frentes, uma sonora e outra visual, o grupo busca explorar a conotação simbólica a partir da sobreposição de sons de água e ar, representando o processo de lavagem e secagem das imagens, através de uma aproximação também emocional e afetiva do trabalho realizado.

Museu do Ipiranga & reflexões sobre A Várzea do Carmo (Calixto, 1892)

Cayo Matheus de Amorim Scot (Universidade de São Paulo (USP))

Este vídeo é um produto de divulgação científica em saneamento, elaborado para Instagram, TikTok e YouTube Shorts. Integra a coleção do meu projeto pessoal de criação de conteúdo voltado à divulgação científica e à comunicação socioambiental nas redes sociais. A proposta é fomentar reflexões sobre as inundações fluviais como um problema socioambiental historicamente construído pela falta de estrutura urbana. Essas reflexões partem da obra Inundação da Várzea do Carmo, de Benedito Calixto (1892), exposta no Museu do Ipiranga. Indiretamente, o vídeo também aborda a atuação e o papel dos museus e, de forma explícita, exalta o Museu do Ipiranga não apenas por sua arquitetura, mas também pela curadoria das exposições e pelas narrativas construídas. Foi idealizado para atingir perfis que criam e/ou consomem conteúdos sobre passeios culturais na capital paulista, por isso o conteúdo inicia com foco no Museu e, só depois, trata das questões socioambientais urbanas.

Créditos:

Filmagens, idealização, roteiro, locução e edição: Cayo Matheus de Amorim Scot (@ocayoscot)

Esse é o apaixonante Museu do Ipiranga. Esse sou eu, apaixonado pelo museu. E essa daí é a obra que fez a minha mente transcender. Já olhou para alguém e pensou “o que passa na cabeça dela”? Você deve estar se perguntando: dentre doze exposições, um acervo riquíssimo com peças icônicas, por que que esse garoto transcendeu com a “Inundação da Várzea do Carmo”? Calma, vou explicar.

Essa obra de 1892 é de Benedito Calixto, representa a cheia e a inundação do rio Tamanduateí, aqui na capital paulista. Esse local corresponde atualmente à 25 de Março e ao mercado popular. As inundações de rios são problemas socioambientais muito frequentes em centros urbanos aqui no Brasil e como sempre falo: não é um problema atual! Olha aí a obra de Calixto de 1892. A reportagem sobre a chuva dessa obra, inclusive, mostra que duas pessoas vieram a óbito e que os bairros do Brás e da Mooca ficaram completamente inundados.

Interessante, né? Mas não foi isso que fez a minha mente transcender, mas sim pelo fato de Calixto ter representado a inundação não como um evento catastrófico, mas como um evento harmonioso. E a provocação que os curadores fizeram foi: “transtorno ou embelezamento natural da paisagem?”. Calixto sabia do caos que tinha acontecido, mas não foi o caos que ele retratou: foi uma cidade resiliente que as tintas perpetuaram nessa tela.

O Museu do Ipiranga propõe algumas reflexões no guia educativo da exposição. Uma delas é: por que o artista escolhe essa representação? A minha mente transcendeu na hora porque fiquei refletindo sobre a nossa percepção sobre os problemas socioambientais, principalmente alagamentos e inundações. Além disso, como a nossa percepção vem mudando ao longo dos anos.

Me fez lembrar de um artigo de Britto e colaboradoras que fala da história da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a partir das dinâmicas dos rios. A Baixada é muito afetada e marcada por problemas com as fortes chuvas. Quando a gente fala sobre essas inundações e alagamentos, a gente tá falando sobre saneamento básico. Essa falta de saneamento na região é um dos fatores que contribui para sua imagem pejorativa, por exemplo. A Baixada sempre foi uma área alagadiça, e as autoras falam que, mesmo sendo marcada por áreas pantanosas, a percepção e as representações da Baixada Fluminense não eram negativas até o início do século XX. Mas, conforme a região foi sendo urbanizada, essa percepção e relação foram sendo alteradas.

Claro que a urbanização da capital paulista e da Baixada Fluminense são diferentes, mas é a ocupação territorial que dita, até hoje, a nossa relação com as fortes chuvas. É a ocupação territorial que traz consigo contextos sociopolíticos e econômicos que vêm fazendo com que algo que deveria ser um embelezamento natural se transforme num transtorno perturbador. “Passados Imaginados”, título da exposição, traz ainda à tona que, mesmo no passado antigo, em 1890, na capital paulista, as chuvas já eram transtornos. A gente precisa saber que esse problema é muito antigo, não é exagero dizer que a gente vem sofrendo com isso há centenas de anos.

Em tempos muito remotos, as dinâmicas naturais de inundações abraçavam de forma bela o território. As cidades, porém, não souberam lidar com o subir e descer das águas dos rios. Por isso, é importante demais lembrar o que é natural e o que é do homem, e que as tintas, telas e textos não nos façam esquecer do histórico doloroso de afogamento das nossas cidades. Por isso também são tão importantes os museus, porque eles fazem fervilhar novas narrativas e percepções.

Referências que vídeo utilizou: 

BRITTO, Ana Lucia; QUINTSLR, Suyá; PEREIRA, Margareth da Silva. Baixada Fluminense: dinâmicas fluviais e sociais na constituição de um território. Revista Brasileira de História, v. 39, p. 47-70, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-93472019v39n81-03

MARINS, Paulo César Garcez (coord.). Passados imaginados (Coleção Museu do Ipiranga 2022). 1. ed. São Paulo: Edusp; Museu Paulista da Universidade de São Paulo, 2023. 144 p. ISBN 978-655-78510-29

Filme Sobre Camadas de Nuvens

Diana Zatz Mussi (Bolsista FAPESP JCIII (INCT ONSEAdapta/ Climacom))

O curta-metragem Filme Sobre Camadas de Nuvens é fruto de uma pesquisa audiovisual realizada no âmbito do INCT Observatório Nacional de Segurança Hídrica (ONSEAdapta), no eixo de Comunicação, Arte e Cultura. Com base nas experiências e resultados obtidos durante essa pesquisa de Jornalismo Científico (Programa Mídia Ciência / FAPESP), exploramos as imagens para além da lógica informativa tradicional de emissor-receptor. A partir de imagens de arquivo e de uma montagem poética, o filme reflete sobre os delírios de controle da água pela civilização ocidental e os impactos da urbanização nos ciclos das águas. A obra propõe uma tentativa de recuperar outras temporalidades, afetos e sentidos diante da crise hídrica contemporânea, aproximar as subjetividades envolvidas nesse processo e sensibilizar para novas conexões possíveis com as águas e com a segurança hídrica.

Esse vídeo é parte de um projeto de pesquisa apoiado pelo programa Mídia Ciência de jornalismo científico da FAPESP, Processo: 2023/11956-0, integrado ao INCT Observatório Nacional de Segurança Hídrica e Gestão Adaptativa (ONSEAdapta), sob orientação de Susana Dias.

Créditos:

Direção, produção, pesquisa, montagem: Diana Zatz Mussi

Edição de som e mixagem: Henrique Coelho

Imagens: Diana Zatz, Eugênio Vieira, Paulo Ito, Pedro Palhares

Imagens de arquivo utilizadas: Acervo da Cinemateca Brasileira (TV Tupi, INCE, CTAv-RJ, Leopoldis-Som), Estúdio Varanda, Encyclopædia Britannica, Inc., Universal Newsreel, American Meteorological Society/National Film Board of Canada.

A IMBUIA é pra você

Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira (Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências da Universidade de São Paulo (PIEC-USP))

Créditos:

Esta série de vídeos curtos foi produzida nas competências do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), junto à equipe da estação experimental IMBUIA, dedicada à pesquisas com luz infravermelho.

As entrevistas, captação dos recursos audiovisuais e edição foram todas realizadas pelo bolsista Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira.

Esta submissão refere-se a um excerto de uma série audiovisual produzida em 2025, denominada de “A IMBUIA é pra você”, que possui o objetivo de apresentar ao público a linha de luz IMBUIA, do acelerador de elétrons Sirius, uma das maiores infraestruturas de pesquisa do Brasil.

Localizado em Campinas-SP e mantido pelo MCTI, o Sirius ainda é pouco conhecido por parcela significativa da população e até mesmo da comunidade científica brasileira, que pode se beneficiar gratuitamente de suas instalações abertas.

A série de vídeos, formatada para redes sociais (vertical), foca na linha IMBUIA para: contribuir para a popularização e valorização da ciência nacional, destacando tecnologias de ponta desenvolvidas no Sirius; explicar em maior nível de detalhes as pesquisas realizadas na IMBUIA, incluindo técnicas utilizadas, tipos de amostras estudadas e suas aplicações, informações ainda pouco exploradas em grande parte dos materiais de divulgação científica

O conteúdo busca permitir maior acesso a essa infraestrutura, incentivando novos usuários e valorizando a pesquisa brasileira, assim como permitindo ao público geral compreender o que é feito em uma das linhas do acelerador.

A produção é um excerto dos materiais produzidos no contexto do projeto 2025/00322-5, da linha de fomento à divulgação científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio da concessão de uma bolsa de jornalismo científico junto ao Centro de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), sob supervisão do pesquisador Raul de Freitas (IMBUIA-LNLS-CNPEM) e da jornalista Luciana Noronha (ACO-DG-CNPEM).

A série de vídeos já é legendada em português (no próprio arquivo), e, por hora, está disponível no YouTube no modo não listado, que também permite legendas automáticas.

Diários de bordo: formação sensível e estética de professores do ensino básico

Andrea Penteado De Menezes (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)

O vídeo é um curta-metragem de 11m45s, que documenta um recorte das práticas artísticas desenvolvidas no âmbito da formação de professores licenciandes em diversas áreas e professores pedagogues, como proposta de finalização de curso das disciplinas de Metodologia de Ensino das Artes Visuais, Didática e Práxis Pedagógica I e II e Arte Educação, em uma investigação interinstitucional que reuniu docentes de duas universidades federais brasileiras, nos anos de 2012, 2013 e 2018.

Créditos:

Andrea Penteado e Henrique Netto

“Diários de bordo: formação sensível e estética de professores do ensino básico” é um curta-metragem de 11m45s, que documenta um recorte das práticas artísticas desenvolvidas no âmbito da formação de professores licenciandes em diversas áreas e professores pedagogues, como proposta de finalização de curso das disciplinas de Metodologia de Ensino das Artes Visuais, Didática e Práxis Pedagógica I e II e Arte Educação, em uma investigação interinstitucional que reuniu docentes de duas universidades federais brasileiras, nos anos de 2012, 2013 e 2018. Os estudantes foram convidados a trazer a síntese de suas experiências de formação nos diferentes cursos, através da criação e apresentação de trabalhos de arte, subvertendo e rompendo com o modelo literário científico, de artigos acadêmicos, recorrente nas universidades como única forma possível de difusão do conhecimento válido. A cada final de semestre, uma exposição pública era inaugurada nas Universidades envolvidas, permitindo a partilha desses conhecimentos com o público em geral.

Verde

Bruna Schelb Corrêa (Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF)

Tema tratado: Revista literária lançada no interior brasileiro nos anos 1920, em consonância com o tema da mostra, esse é um assunto com poucos registros, especialmente audiovisuais.

Definição do público-consumidor: Interessados em literatura brasileira

Contexto de criação: a criação do filme se deu da vontade de produzir um documento que registrasse e difundisse um tema tão importante e relegado.

Créditos:

Direção: Bruna Schelb Corrêa e Luis Bocchino

Roteiro: Bruna Schelb Corrêa

Pesquisa: Karina Potira

Produção: Bruna Schelb Corrêa, Luis Bocchino e Karina Potira

Direção de Fotografia: Luis Bocchino

Operador de Som Direto: Álvaro Borges

Montagem: Bruna Schelb Corrêa e Luis Bocchino

Edição de Som, Foley e Mixagem: Silas Mendes

Trilha Sonora Original: Pedro Baapz e Matheus Vieira

Colorização: Caio Deziderio

Design Gráfico: Bruna Bridi

Animação: Bruno Varoto

Entrevistados: Luiz Rufatto, Joaquim Branco, Márcia Carrano e Ronaldo Werneck

Descendentes dos Verdes: Bárbara Santos Henriques, Geraldo Majella Abritta Alves, Rosário François P. Fusco de Souza Guerra, Raquel Inácio Peixoto Parreiras Henriques Troccoli, Maria Júlia Peixoto Henriques Troccoli e Bruna Schelb Corrêa

O filme possui versão com acessibilidade de Legendas para Surdos e Ensurdecidos, lista de diálogos e versão com LIBRAS. 

O conteúdo aqui submetido é um documentário que trata da Revista Verde, realizado com o intuito de difundir e preservar um patrimônio cultural importante local e nacionalmente, por sua contribuição significativa dentro do contexto do Modernismo no Brasil. 

Aqui está uma sinopse do filme: A publicação da revista “Verde” é um fenômeno inusitado, uma vez que as produções vanguardistas geralmente partiam dos grandes centros. Publicada no interior de Minas Gerais, na cidade de Cataguases, a revista gerou comoção local, nacional e internacional, deixando sua marca no Modernismo Brasileiro entre os anos de 1927 e 1929.

Trecho Seis

Thiago Bezerra Benites (Universidade Federal do Paraná – UFPR)

Maué (Mawé) é um pinguim de Magalhães que se perdeu do seu bando e foi encontrado nas praias de Pontal do Paraná. Resgatado pelos pesquisadores, o jovem pinguim se depara com um novo ambiente, o Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da UFPR. No laboratório, Maué faz novas amizades com os médicos veterinários e os pesquisadores que cuidam dos procedimentos da sua recuperação: bateria de exames, curativo, alimentos e medicamentos específicos, muito carinho e atenção. Aos poucos, ele vai descobrindo que fazer novos amigos é descobrir uma nova família. Uma família não só de humanos, mas também com os outros pinguins resgatados pelo projeto. Superando as diferenças, afinal, alguns pinguins vêm de colônias diferentes, Maué e seus amigos pinguins, formam um novo bando e, já recuperados, unem forças e retornam ao mar, se despedindo de seus amigos cientistas.

Créditos:

Vozes (narração): Vi Ruiz, Titi Souza, Elson Faxina e Marcela Balbo

Direção: Luan Alves, Thiago Bezerra Benites e Vi Ruiz

Ass. de direção: Eve Newmann

Roteiro: Thiago Bezerra Benites e Vi Ruiz

Produção: Agência Escola UFPR

Co-produção: VIMOS produções

Produção executiva: Luan Alves, Magena de Oliveira, Patricia Goedert Melo e Pedro Paulo de Oliveira

Direção de fotografia e Operação de câmera: Giovani Pereira Sella

Assistência de fotografia e Operação de câmera: Eve Neumann

Logagem: Bruno Marchini

Edição: Thiago Bezerra Benites

Storyboard: Bruno Marchini e Luan Alves

Cenários: Luan Alves

Animação: Luan Alves

Assistência de edição: Bruno Marchini

Design de som e mixagem: Gustavo Coutinho Arruda

Captação de som e trilha original: Vi Ruiz

Produção jornalística: Maíra Gioia e Priscila Murr

Participação especial: Renata Luisa Soares e Davi Nunes Veloso

Arte de cartaz: Pedro Parreira

Créditos e cartelas: Isabela Ciuneck e Marcela Balbo

Equipe de finalização (colorista): Vitor Zorzetti

Coordenação de finalização: Isabela Ciuneck e Marcela Balbo

Equipe Agência Escola UFPR

Coordenação Geral: Regiane Regina Ribeiro

Gestão de Desenvolvimento Institucional: Patricia Goedert Melo

O documentário acompanha as principais etapas do trabalho realizado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Campus Avançado Centro de Estudos do Mar (CEM), em Pontal do Paraná, responsável pelas ações do Projeto de Monitoramento de Praias – Bacia de Santos (PMP-BS) no estado. A produção tem como foco o resgate, a reabilitação e a soltura de pinguins debilitados durante processos migratórios, encontrados frequentemente nas áreas urbanas do litoral paranaense, conhecidas como Trecho Seis, ressaltando a importância da participação comunitária nesse processo. Destinado ao público infantojuvenil, o filme combina popularização da ciência e comunicação ambiental em uma abordagem narrativa incomum para o gênero, evitando “cabeças falantes” e narrações convencionais, e adotando uma perspectiva do documentário observacional, conforme definido por Bill Nichols (2007), com mínima intervenção nas situações reais.

A narrativa alterna a observação direta do trabalho científico com elementos do documentário expositivo e observacional, mas subvertendo seu formato tradicional: a voz narradora, ao invés de especialistas, parte de uma antropomorfização poética dos próprios pinguins, que “comentam” sua experiência; desde o momento de estarem perdidos até a reabilitação e reintegração a novos grupos, criando um vínculo afetivo e cômico com o espectador, sem perder a responsabilidade científica. Esses trechos também incorporam recursos ficcionais e animação no prólogo e epílogo, reforçando o caráter lúdico.

O projeto nasceu de uma produção acadêmica e coletiva, enraizada no compromisso de dar visibilidade à ciência desenvolvida nas universidades públicas e seu impacto na preservação da biodiversidade e na vida das comunidades. Inspirado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 e 15 e alinhado à Década do Oceano, o documentário busca fortalecer a cultura oceânica e estimular a responsabilidade socioambiental, mostrando como a cooperação entre ciência e comunidade pode transformar realidades e gerar impactos positivos para todas as formas de vida no planeta.

NOSSAS LUTAS, NOSSAS VOZES

Edilano Moreira Cavalcante (Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz)

O documentário é um produto de divulgação científica, resultado da pesquisa “Violência Política de Gênero, Discurso de Ódio e Desinformação em Interface com a Saúde”, desenvolvida pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz).

Créditos:

Equipe da pesquisa

Coordenadora: Vera Lucia Marques da Silva

Coordenador adjunto: Adriano da Silva

Assistente de pesquisa: Giuliana Petrucci, Edilano Cavalcante, Evellyn Silva, Hevellyn Amaral

Direção e Fotografia: Edilano Cavalcante

Argumento e Roteiro: Vera Lucia Marques da Silva, Adriano da Silva 

Trilha original: Fruição Funkeira, Samuel Lima

Pesquisa de imagens: Giuliana Petrucci, Hevellyn Amaral

Montagem: Edilano Cavalcante, Finalização, Gislaine Lima 

Assistência de finalização: Irlaine Arruda

Assistência de pós-produção: Viviane Almeida

Produção técnica: Marte Filmes

Coordenação da VideoSaúde Distribuidora: Daniela Muzi

Coordenação de distribuição: Claudia Lima, Vera Lucia Marques da Silva, Adriano da Silva

Imagens de Arquivo: Acervo pessoal de Dani Monteiro, Acervo pessoal de Nayla de Souza, Acervo pessoal de Rudolfo Lago, Acervo pessoal de Tabattha Pimenta, Agência Câmara, Agência Senado, Arquivo Nacional, Arquivo Nacional da Comissão da Verdade, Brasil de Fato, Câmara Municipal de Florianópolis, Câmara Municipal de Vinhedo, Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carta Capital, CNN, CPDOC/FGV, Diário Centro do Mundo, Estado de Minas, Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, Folha de São Paulo

Fundação José Augusto, g1, Getty Images/Ton Molina, Marie Claire, Marla Galdino – Campanha de Ruth Venceremos, O Dia, O Globo, Observatório Nacional da Mulher na Política, Poder 360, Reuters/Ueslei Marcelino, Revista Fórum, Revista Metrópoles, Rio TV Câmara, TV Alepe, TV Alerj, TV Câmara, TV Câmara Niterói, TV Senado, UFMG, Universa, UOL, Valor Econômico, Veja/Cristiano Mariz.

Nossas Lutas, Nossas Vozes mergulha nas vivências de 11 lideranças políticas brasileiras, de diferentes partidos e regiões do país, revelando os impactos profundos da violência política de gênero. Por meio de entrevistas com figuras como Benny Briolly, Dani Monteiro, Carla Ayres, Ruth Venceremos, Renata Souza, Verônica Costa, Mônica Benício, Dani Balbi, Thabatta Pimenta, Nayla de Souza e Rosa Amorim, o documentário expõe silenciamentos, assédios, ameaças e outras formas de agressão enfrentadas por essas mulheres no exercício de seus mandatos e na vida cotidiana.

A obra lança um olhar crítico sobre as raízes estruturais dessa violência e os fatores sociais que a alimentam, ao mesmo tempo em que evidencia seus efeitos na saúde física e mental das entrevistadas. Entre relatos de dor, resistência e superação, o filme revela também esperanças, estratégias de enfrentamento e a construção coletiva de um novo projeto de sociedade, mais justo, democrático e inclusivo.

O documentário é um produto de divulgação científica, resultado da pesquisa “Violência Política de Gênero, Discurso de Ódio e Desinformação em Interface com a Saúde”, desenvolvida pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), sob coordenação da pesquisadora Vera Marques. A direção é de Edilano Cavalcante, cineasta e mestrando em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Lançado em 2025, o filme convida o público a escutar vozes que, apesar de tantas tentativas de silenciamento, seguem se fazendo ouvir com potência e coragem.

Com linguagem acessível, simples e direta, o filme foi pensado para alcançar um público amplo e diverso. Destina-se especialmente a instituições de ensino, movimentos sociais, escolas públicas e privadas, festivais de cinema e mostras temáticas. Seu objetivo é aproximar temas urgentes da pesquisa científica do cotidiano das pessoas, promovendo o debate público sobre democracia, saúde e justiça social.

Entre dois mundos

Nathalie Cristiane Rodrigues (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – USP)

Entre Dois Mundos é um documentário que mergulha no universo dos gêmeos, explorando como a ciência, a psicologia e as histórias de vida se entrelaçam para compreender a construção da identidade de quem nasce com um reflexo tão próximo de si. A produção traz à tona o Painel USP de Gêmeos, um estudo inovador que analisa como a genética e o ambiente influenciam nossas escolhas, comportamentos e relações.

O documentário é uma produção dos alunos do primeiro semestre de 2025, da Disciplina de Documentários do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Créditos:

Direção: Laisa Dias de Oliveira

Produção: Gabriele da Luz Mello

Edição: Nathalie Cristiane Rodrigues

Pesquisa e Captação: Osmar Granato Salvador Dias Neto

Pesquisa e Captação: Thais Aya Morimoto

Orientação: Prof. Dr. Renato Levi Pahim

Disciplina: Documentários (CJE0604)

CJE | ECA | USP

Entrevistas por ordem de aparição:

Prof. Dra. Emma Otta, Fundadora e Coordenadora do Painel USP de Gêmeos

Dra. Elisangela dos Anjos Paula Vieira, Fisioterapeuta e Pós-doutoranda no Painel USP de Gêmeos

Dra. Lilian Cristina Luchesi, Bióloga, Pós-doc no Painel USP de Gêmeos

Dra. Laura Regina Antunes Pontes, Pós-Doc em Odontologia Social

Tomaz Maranhão, Irmão gêmeo de Gabriel

Celia e Celma Mazzei, Irmãs gêmeas e cantoras 

Jennifer Leão Correa, Mestranda no Painel USP de Gêmeos

Ana Paula Ribeiro Lima Domingues, Mãe dos gêmeos Kaleb e Gael

Jovania Cavalcante da Silva, Mãe das gêmeas Lorena e Lorraine

Prof. Dr. Cláudio Possani, Responsável pela divulgação no Painel USP de Gêmeos

Regina Fonseca Lima Silva, Mãe das gêmeas Sarah e Sophia

Carolina e Catarina Pedick, Irmãs gêmeas

Gabriel Mateus Silva Ferreira Dorneles, Irmão gêmeo de Tomaz

Cordeiro de Sá, quadrinista de “Gêmeos: A história de Tomaz e Gabriel”

Prof. Dra. Patrícia Ferreira Monticelli, Psicóloga Etóloga no Painel USP de Gêmeos

Imagens adicionais de terceiros, por ordem de aparição:

Reportagem do Fantástico (Globo) sobre Tomaz e Gabriel: Gêmeos idênticos separados no nascimento se reencontram após 23 anos

Célia e Celma no programa Viola Minha Viola Cantando (Na TV Cultura em 1988), YouTube – Caipira Clementina

Célia e Celma no programa “Entrevista do Clodovil” TV Gazeta em 1990

Reportagem do Programa “Encontro”, Canal Rural, de Célia e Celma com Sérgio Reis.

Célia e Celma com Cauby Peixoto  (Show Fascinação – Velho Galeão / Rio de Janeiro 1984), YouTube – Wagner Oliveira

Chico e Paulo Caruso apresentam, ao vivo, uma joia de seu novo disco, Cinquenta Anos de Democracia. Lançamento Cedro Rosa./ 2015, Youtube – Antonio Galante

Celia e Celma – Videoclipe “Calangocê”/ 2019 YouTube – Angel Artes Produções

Maiara e Maraisa viram repórteres por um dia em encontro de gêmeos – notícias em Reporter por um dia

Paulo e Chico Caruso cantando na Inauguração da Exposição “Ilustres Ilustrados” por Paulo Caruso no Hospital Edmundo Vasconcelos, Youtube – GlattYmagos

Ep. 2: Arte e Ciência em conjunto

José Vinicio Archanjo Júnior (UNIFEI/UNICAMP)

Este vídeo faz parte da websérie “Ciência em Itajubá”, financiada pela Lei Paulo Gustavo e produzida no ano de 2024. A proposta do episódio é apresentar a investigação do autor, que consiste na pesquisa das relações entre teatro e ciência no contexto de divulgação científica. Para isso, a produção audiovisual acompanha o processo de preparação e apresentação do monólogo “O Universo é Relativo”, inspirada na história de Albert Einstein, cientista responsável por propor a Teoria da Relatividade, comprovada a partir de uma observação astronômica realizada no Brasil em 1919. 

Créditos:

Produção e atuação: Junior Archanjo

Equipe Técnica: O Trem Comunicação

Miss Bixe, Ultraviolência Queer

Otávio Ítalo Matos Uzumaki (Unesp, FAAC Bauru)

Créditos

Direção Geral e Imagem:  Euler Meneghin

Roteiro: Euler Meneghin, Otávio Uzumaki

Fotografia: Euler Meneghin, Otávio Uzumaki

Produção: Roberto Leal, Luana Guedes, Otávio Italo, Yudi

Edição De Vídeo: Otávio Uzumaki

Efeitos: Otávio Uzumaki

Edição Vídeo Performances: Euler Meneghin

Pós Edição: Vitor Tenca

Legendagem: Vitor Tenca

Figurinos: William Fratti

Performances: Yudi, Lua Beatriz, Euler Meneghin

Narração: Euler Meneghin

Elenco: Otávio Uzumaki, Roberto Leal, Lua Beatriz, Euler Meneghin, William Fratti, Yudi Ilário, João Xavier

Texto: Bash Back! Ultraviolência Queer

Coreografias: Yudi, Lua Beatriz, Euler Meneghin

Trilha Sonora: Linn Da Quebrada – Quem Soul Eu, Madonna – Vogue, Fka Twigs – Eusexua, Beyoncé – Ohlousina/ Pure/Honey, Tove Love – Are U Gonna Tell Her Feat Zaac, Pink Floyd – The Great Gig In The Sky, Donna Summer – I Feel Love  (Afrojack Remix), Yaeji – Raingurl

Cenografia E Maquiagem: Euler Meneghin

Fotos E Vídeos: Otávio Uzumaki, Francisco Neto, Euler Meneghin, Luana Guedes, Acervo Memorial Unesp Diretório Acadêmixo Xi De Abril Unesp Feis, Luana Guedes, Youtube.Com

Apoio: Lei Federal Paulo Gustavo, Prefeitura Municipal De Ilha Solteira, Departamento De Cultura De Ilha Solteira, Fundação Cultural De Ilha Solteira

Miss Bixe Ultraviolência Queer é um curta-metragem aprovado pela Lei Federal Paulo Gustavo que documenta a transformação radical de uma festa universitária em Ilha Solteira em um território de insurreição queer. Mais que retratar um evento LGBT+, o projeto captura a emergência de um espaço de confronto e celebração onde a comunidade queer local traça suas linhas de fuga, forjando novos agenciamentos e modos de existência.

O documentário amplifica vozes fundamentais dessa cena transformadora através de entrevistas com pessoas que construíram e sustentaram esse movimento no território. Performances, figurinos e intervenções artísticas compõem uma narrativa visual que transborda a energia insurrecional da cultura queer local, materializando uma experiência estética onde arte e política se fundem em atos de subversão.

A transformação documentada transcende a mudança de público em uma festa universitária – é a ocupação de um espaço acadêmico normativo por corpos dissidentes que recusam a assimilação. É a materialização de táticas de guerrilha cultural onde cada performance constitui um ato de guerra contra a heteronormatividade, cada figurino uma declaração de não-conformidade, cada encontro uma conspiração contra a ordem estabelecida.

Inspirado na antologia Bash Back! Ultraviolência Queer, o curta documenta táticas anarquistas e insurrecionais no ambiente universitário, revelando como a festa se torna um laboratório de experimentação radical. O projeto não apenas registra uma história – celebra a potência de pessoas que, ao ocuparem e subverterem espaços institucionais, criam zonas autônomas temporárias onde outras formas de vida irrompem, desafiando estruturas de poder e abrindo fissuras no tecido normativo da realidade.

O LABJOR

O Labjor é um centro de referência para a pesquisa e a formação em divulgação científica e cultural no Brasil. Faz parte do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri), vinculado ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).  

REALIZAÇÃO